Brasília: Reforma tributária já está em risco de colapso

O presidente do senado, Rodrigo Pacheco, ao lado do presidente da Câmara, Arthur Lira   03.02.2021 Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tenta pressionar as propostas tributárias sobre renda e consumo na Câmara. Câmara e deixá-la no Senado, liderada por Rodrigo Pacheco, discussão de um novo Refis (Luis Macedo / Câmara dos Deputados / divulgação)

O atraso na definição de um novo cronograma para reforma tributária começou a ser visto no Congresso como um sinal de que essa agenda poderia afundar mais uma vez. O combinado entre o presidente da Casa, Arthur Lira, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, é jogar propostas que tratam de impostos de renda e consumo entre os parlamentares e deixá-lo para o Senado a discussão de um novo Refs.

O problema é que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, descobriu que ele dá pouco destaque na agenda. O Refis, alega um aliado de Pacheco, é importante, mas não é reforma tributária. Além disso, Pacheco não acredita que o tempo, com pandemia e CPI, seja o correto para uma reforma complexa.

Também não há consenso entre os próprios parlamentares sobre a inclusão de impostos estaduais e municipais na discussão. O governo quer deixar o debate limitado à esfera federal, mas ainda há quem concorde com a ideia de que o maior problema está no ICMS e que isso tem que voltar para o debate.

Investimento das funções

A Câmara e o Senado reverteram os papéis na relação com o governo. A dor de cabeça do presidente Jair Bolsonaro veio mais cedo da Câmara liderada por Rodrigo Maia, que acumulou o avanço da agenda econômica em seus últimos meses de mandato. Agora, Lira trabalha para desbloquear as reformas administrativas e tributárias, e já conseguiu passar o primeiro-ministro que abre caminho para a privatização da Eletrobrás.

Por outro lado, o Senado era um campo aliado nas mãos de Davi Alcolumbre. Agora, ele parou de tudo para discutir a responsabilidade do governo federal em agravar a pandemia. Eleito com o apoio de Bolsonaro, Pacheco manteve o quanto a instalação Covid IPC, que acabou sendo determinada pelo STF, pode ser instalada, e deu sinais de irritação de estar colada a uma agenda negativa, enquanto Lira vem com o positivo.

Banco digital

O Ministério da Economia começou a cobrar do presidente da Caja Económica Federal, Pedro Guimaraes a promessa de abrir o capital bancário digital da instituição, a Box Tem. Seria mais um ponto de nota de que a agenda de privatizações avança. Guedes ‘ No entanto, a pasta está começando a notar em Guimaraes uma vontade cada vez maior de manter o banco digital completamente sob seu comando.

Executar 2022

Os governadores do Nordeste que estão em segundo mandato já se preparam para se apresentar ao Senado nas eleições de 2022. Flávio Dino de los Maranhão, Rui Costa, da Bahia, e Wellington Dias del Piauí iniciaram esse movimento com um aliado de peso ao seu lado: o ex-presidente Lula, que está apoiando as candidaturas.

Fonte: Exame

Por Million Makers

Portal de educação financeira e notícias.

Posts Relacionados

Decisão da CVM abre espaço para possível concorrente para a B3

Por Million Makers

Inflação pode empurrar alta de juros e recuo da moeda

Por Million Makers

Bilionário da Altice compra participação da BT Group

Por Million Makers